Baterias solares 24 V para instalações de potência intermédia
As baterias solares 24 V ocupam uma posição intermédia entre pequenos sistemas de 12 V e arquiteturas de 48 V. Podem ser adequadas a instalações isoladas, equipamentos rurais, telecomunicações e outros projetos em que a potência já torna pouco prático trabalhar com correntes muito elevadas a 12 V.
O catálogo português inclui baterias estacionárias EPzS Voltem com diferentes capacidades e uma bateria de lítio Pylontech UP2500 de 24 V. A tecnologia e o modo de utilização são diferentes, pelo que a comparação deve considerar mais do que a tensão nominal.
Porque 24 V reduz a corrente face a 12 V
Para transmitir a mesma potência, duplicar a tensão permite reduzir aproximadamente para metade a corrente. Isto pode diminuir perdas e facilitar o dimensionamento do cabo. Por exemplo, uma carga de 2,4 kW exige idealmente cerca de 100 A a 24 V, enquanto a 12 V o valor aproxima-se de 200 A antes de considerar perdas.
Estas correntes continuam a ser relevantes. Cabos, terminais, fusíveis e seccionamento devem ser dimensionados para os valores máximos previstos pelo inversor e pela bateria.
Baterias EPzS de 24 V e elevada capacidade
As referências Voltem desta categoria utilizam tecnologia estacionária EPzS e cobrem capacidades elevadas em Ah. São soluções pensadas para aplicações de ciclo, mas a energia útil diária deve manter-se dentro da profundidade de descarga recomendada.
Ao comparar uma bateria de 375 Ah com outra de 875 ou 1400 Ah, multiplique a capacidade pela tensão para obter uma referência de energia nominal e depois ajuste o cálculo às condições de utilização. O regime de descarga em que os Ah são medidos também deve ser consultado.
Pylontech UP2500: lítio a 24 V
Nem todos os sistemas de lítio trabalham a 48 V. A Pylontech UP2500 é uma solução de 24 V presente no catálogo português. Permite utilizar tecnologia de lítio numa arquitetura de tensão intermédia quando o inversor ou carregador é compatível.
Tal como acontece com outras baterias de lítio, deve confirmar a comunicação, o perfil de carga, a potência de descarga e as possibilidades de expansão. A tensão correta por si só não garante compatibilidade.
Formar 24 V com baterias de 12 V
Em sistemas de chumbo é possível formar um banco de 24 V ligando duas baterias de 12 V em série. Ambas devem ter a mesma tecnologia, capacidade, idade e estado. O carregador vê o conjunto como um banco de 24 V e deve utilizar o perfil correto.
Se forem necessários vários ramos em paralelo, a cablagem deve ser equilibrada para evitar que uma parte do banco trabalhe mais do que outra. Quanto maior o número de baterias, maior a importância de uma distribuição correta.
24 V ou 48 V para uma instalação solar?
Em potências moderadas, 24 V pode ser uma opção válida. À medida que a potência do inversor aumenta, 48 V costuma tornar-se mais eficiente do ponto de vista da corrente. A decisão deve ser tomada juntamente com a escolha do inversor, bateria e potência máxima das cargas.
Para sistemas de maior potência ou armazenamento de lítio moderno, pode consultar as baterias de lítio 48 V. Se o projeto for mais pequeno, as baterias solares 12 V podem continuar a fazer sentido.
Como escolher a capacidade correta
Calcule primeiro os kWh que pretende retirar da bateria por dia e a autonomia necessária. Depois converta para capacidade nominal tendo em conta a tensão e a profundidade de descarga recomendada. Verifique também a potência máxima e a corrente que o sistema deve fornecer.
Uma bateria 24 V bem dimensionada deve funcionar em conjunto com o gerador fotovoltaico e o carregador. Se a produção solar diária não for suficiente para recuperar a energia utilizada, aumentar apenas a capacidade da bateria não resolve o problema.