Inversor solar: o equipamento que gere a energia fotovoltaica
O inversor solar converte a corrente contínua produzida pelos painéis em corrente alternada compatível com a instalação elétrica. Esta função é apenas o ponto de partida. Dependendo da arquitetura, o inversor pode ainda gerir baterias, controlar a exportação para a rede, coordenar uma saída de backup, comunicar com medidores e otimizar diferentes grupos de painéis através dos MPPT.
Na Solarbex, a categoria de inversores solares reúne atualmente equipamentos Deye, Felicity Solar e SAJ, além de uma referência Voltronic. Existem modelos monofásicos e trifásicos e potências que vão desde pequenos sistemas até soluções de elevada capacidade para aplicações profissionais. A categoria principal deve ser utilizada para comparar a gama completa; as subcategorias permitem depois separar híbridos, off-grid e on-grid.
Potência do inversor e potência dos painéis não são a mesma coisa
Um inversor de 6 kW não implica que o campo fotovoltaico tenha exatamente 6 kWp. Muitos fabricantes permitem instalar uma potência DC superior à potência AC nominal, dentro de limites definidos. Esta margem pode aumentar a produção nas horas de menor radiação, mas deve respeitar a potência máxima de entrada, a tensão e a corrente permitidas.
O dimensionamento deve começar pelas características dos painéis solares fotovoltaicos e pelo modo como serão distribuídos em strings. Somar apenas a potência em watts sem verificar tensão em circuito aberto e corrente pode levar a uma configuração incompatível.
MPPT, strings e orientação dos painéis
Os MPPT permitem que o inversor procure o ponto de máxima potência de um grupo de módulos. Um equipamento com vários MPPT pode gerir orientações ou inclinações diferentes com maior flexibilidade, desde que cada entrada trabalhe dentro da sua janela elétrica.
Ao projetar os strings, confirme a tensão Voc à temperatura mínima, a tensão Vmp em funcionamento e a corrente máxima por entrada. O número de módulos em série deve manter o sistema abaixo da tensão máxima DC do inversor em todas as condições.
Inversores híbridos para solar e bateria
Se pretende combinar autoconsumo com armazenamento, consulte os inversores solares híbridos. Estes equipamentos podem gerir energia proveniente dos painéis, da rede e da bateria segundo prioridades configuráveis. O catálogo inclui soluções Deye, Felicity Solar e SAJ em várias potências.
A compatibilidade com a bateria deve ser confirmada através da tensão, potência de carga e descarga e protocolo de comunicação. Ter uma entrada de bateria não significa que qualquer modelo de armazenamento seja automaticamente compatível.
Inversores off-grid para instalações isoladas
Os inversores solares off-grid são orientados para sistemas que não dependem da rede como fonte principal. Na gama atual encontram-se modelos Felicity Solar de 48 V, adequados a projetos isolados quando combinados com um banco de baterias e campo fotovoltaico corretamente dimensionados.
Em instalações isoladas, a potência simultânea das cargas e os picos de arranque assumem particular importância. Bombas, motores, frigoríficos e ferramentas podem exigir uma potência momentânea superior ao consumo médio.
Inversores on-grid para autoconsumo
Quando o objetivo é produzir energia para consumo local mantendo ligação à rede elétrica, um inversor on-grid para autoconsumo pode ser a solução adequada. A gama SAJ R5 disponível na Solarbex inclui modelos monofásicos de várias potências.
Um inversor on-grid convencional depende da presença da rede para funcionar e desliga-se em caso de falha por razões de segurança. Se precisa de manter cargas durante um corte, deve procurar um sistema com função de backup e armazenamento compatível.
Monofásico e trifásico
A escolha entre monofásico e trifásico deve corresponder à instalação elétrica. Em habitações monofásicas é comum utilizar inversores monofásicos. Em edifícios, empresas e sistemas de maior potência, a rede pode exigir ou beneficiar de uma solução trifásica.
Também é necessário analisar a distribuição das cargas e as regras aplicáveis à ligação à rede. A potência nominal por si só não determina a arquitetura correta.
Como escolher um inversor solar sem criar incompatibilidades
Compare potência AC, potência fotovoltaica máxima, número de MPPT, tensão e corrente DC, número de fases, comunicação, monitorização e compatibilidade com bateria. Se pretende armazenamento, consulte também as baterias solares disponíveis.
Um bom inversor é aquele que corresponde à arquitetura do projeto. Selecionar corretamente o equipamento desde o início facilita futuras ampliações e evita limitações provocadas por tensão, corrente ou funções que não foram consideradas no momento da compra.